A amiga com humor instável, ou um colega de trabalho que vive entre altos e baixos. Mas não, eles não são “bipolares”. Na verdade, o transtorno bipolar é uma condição clínica bastante específica, caracterizada pela alternância de períodos de depressão, que podem durar alguns dias ou até meses, e períodos em que a pessoa fica, como dizemos popularmente, “acelerada”; eufórica. A pessoa torna-se inadequada e isso compromete muito a vida dela em termos de relação interpessoal, familiar e profissional. Ela pode, por exemplo, gastar muito dinheiro e isso tomar uma dimensão muito grande. Pode perder o senso crítico e ter um surto psicótico.

A doença bipolar atinge entre 1 a 6% da população, sendo mais comum entre mulheres. Sua causa exata ainda é desconhecida, mas a ciência credita, principalmente, à predisposição familiar. É comum ter parentes com problemas de comportamento ou depressão também.

Diante da dúvida, a recomendação é buscar um médico psiquiatra, que é o especialista que está mais preparado para orientar e determinar o tratamento.